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Identificação
  • Clube do Canário Arlequim Português
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  • clubecanarioarlequimportugues@sapo.pt
Ficha de Inscrição para Novos Sócios
Modalidade / Federação
Breve Apresentação

A internacionalização do canário Arlequim Português levou a que as encomendas que a cada ano são feitas aos nossos criadores por ingleses, italianos, brasileiros, franceses, belgas se elevem a dezenas de casais. Nem sempre é possível dar resposta a esta grande solicitação enquanto os criadores portugueses não se decidirem pela sua criação em quantidade, aliada, claro está, à qualidade.

Todos conhecemos os grandes criadores de outras raças, entre nós. Glosteres, Yorks, Crestes, Frisados dão aos seus criadores bons lucros e, na sua maioria estes criadores não aderiram ao projecto do Arlequim Português.

Sabemos que os criadores mais destacados visam o lucro económico, sem o que a criação não é possível já que a alimentação e demais gastos são elevados. Passarão, no fim da vida, sem outro lucro do que ganharem meia dúzia de tostões, ano após ano. É pena porque constituem uma fatia importante de criadores portugueses que teimam em não querer ver que o Arlequim Português é uma realidade, que só um cego não quer ver. As dificuldades na criação destes canários terminaram. Hoje, só não dispõe de bons Arlequins quem não respeitar, nas suas selecções, as características da raça ou não souber proceder aos acasalamentos. Um dos defeitos que tenho visto é a criação de exemplares não mosaico. Uma ave sem branco, portanto sem mosaico, não é um Arlequim. Como acontece com todas as raças de canários, cada criador tem de dar origem a uma linha de criação.  Quem estiver sempre à espera de comprar novos exemplares e não orientar o seu canaril de modo a dispor dos seus próprios reprodutores está condenado ao fracasso. Isto passa-se com os canários de canto Harz como com os Glosteres ou os Yorks. Em relação ao Arlequim, cada criador deve já dispor de uma selecção de reprodutores que lhe permita expor animais de boa estampa. É aceitável que existam criadores em que a sua linha se encontre mais adiantada, mais seleccionada. É por este motivo que alguns criadores ainda tiram uma percentagem de todos claros e todos escuros mais elevada que outros. Isto porque, como temos escrito e divulgado, estas aves não devem ser utilizadas para reprodução. Os reprodutores devem sempre ser escolhidos entre aves mescladas. De outro modo, o criador volta sempre ao princípio. No que me diz respeito, posso afirmar que já obtenho uma muito baixa percentagem de aves totalmente claras ou escuras, isto porque há muito tempo não as uso para reprodução. A necessidade de cada criador desenvolver a sua linha de criação é mal entendida entre nós, País que ganhou o hábito de, a cada ano, ir comprar aves ao estrangeiro o que significa que não somos capazes de manter as características de cada raça. São tristemente famosos os portugueses como compradores de aves no estrangeiro, do que os criadores dos vários países, nomeadamente de Itália, tiram bom proveito. Felizmente que esta tendência está a ser modificada. O grande perigo desta situação é que, a breve trecho, passarão os criadores portugueses a ter de comprar Arlequins em Inglaterra ou na Bélgica. Nunca é demais repetir que a selecção e acasalamento tem de ter em linha de conta o standard da raça. A atracção que estes canários exercem deve-se a vários factores entre os quais se destaca a sua rusticidade e facilidade de criação (são pais excelentes), a sonoridade do seu belo canto e a vontade constante de cantar, a sua vivacidade saltando de poleiro em poleiro além, claro está, da sua elegância e beleza de cores. Podemos dizer que não é possível apontar  qualquer defeito a este canário. Não pode esquecer-se que é a raça mais jovem entre todos os canários. Como acontece com outras raças, encontra-se em apuramento, desejando-se atingir o standard que permite atribuir os 93 pontos. Também como acontece com todas as raças, este é um ideal que poucos exemplares atingem como se prova em cada exposição ou concurso em que a maioria dos pássaros expostos não passa dos 89 pontos. A busca da perfeição é trabalho dos criadores e é por isso que existem os concursos. Se todos os pássaros fossem perfeitos, não haveria competição. Felizmente, existem criadores do Arlequim que sabem o que estão a fazer, com total dedicação, mesmo com uma mística que garante o futuro deste belo canário.

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