As Aves

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Leitura e Aprendizagem

As Aves

Ao cabo de milhares de anos a sonhar com isso, o homem conseguiu despegar os pés do solo e levantar voo nas asas do vento. Mas o homem, para voar, necessita do auxílio de complicadas máquinas que diminuem, até quase a anular, a beleza de um verdadeiro voo, pessoal e independente.

Os únicos mamíferos voadores são os quirópteros, maus navegantes, incapazes de efetuar voos muito extensos.
Os esquilos voadores e outros, inclusive répteis, não fazem outra coisa senão usar as membranas que dilatam as extremidades dos seus membros ou outras folgas de pele para descer, planando, a maior ou menor distância. Todos são, simplesmente, intrusos nos domínios do vento. Nem uns nem outros podem competir com o voo firme, seguro, fácil, das aves, nem em velocidade, resistência, segurança, liberdade de movimentos, nem em sentido de orientação.

As aves resolveram com assombrosa e invejável perfeição todos os problemas relacionados com o voo: grande potência muscular e área de asas suficiente, pro longada resistência ao cansaço, redução de peso, vista adequada e um agudo instinto da orientação. Pertence-Ihes o domínio do ar.

A nenhum outro animal, vertebrado ou não, é dado, como à maioria das aves, gozar da liberdade, do movimento, dos amplos espaços, de todas as vantagens, em suma, que a natureza pode oferecer.

É certo que nem todas as aves são grandes voadoras. Algumas, como o avestruz-corredor ou a torda-mergulheira, nem sequer podem despegar do solo; e outras, como o corre-caminho, limitam-se a correr e saltar, ou, como as galinhas, a dar curtos e desajeitados voos. Mas desde o adejar veloz das nectariniídeas, semelhantes a besouros e como eles capazes de se manter imóveis para libar as flores, passando pelo voo ágil, alegre e animado dos pássaros, o planado e picado dos milhafres e outras aves de rapina, o pesado adejar de abutres e marabus, ou o ruidoso e firme de pombas e gangas, o voo vigoroso de anátides e pernaltas, terminando na majestosa navegação à vela de albatrozes e fragatas, as aves desenvolveram todas as formas e técnicas de voo.

Entre as aves figuram os seres mais belos do reino animal. Pode duvidar-se disso contemplando a harmonia de um cisne, o aparato de um pavão-real, o colorido de uma ave-do-paraíso, de um verdelhão ou de uma gura? São também os mais velozes e resistentes. Quando um gavião-real desce em voo picado sobre a sua presa, faz-Io a mais de 300 quilómetros por hora. Algumas pombas percorrem 1500 quilómetros por dia, ou mais de 90 quilómetros por hora, e os gaivões voam a mais de 130. As aves são também os mais ferozes caçadores e os mais agressivos, como a águia-real, caçadora de lobos, e a águia-marcial, caçadora de macacos, que abatem inimigos várias vezes mais pesados que elas próprias. Também há, contudo, aves que são os seres mais tímidos e de carácter mais doce: as rolas, por exemplo.

Entre as aves figuram, igualmente, as espécies canoras de mais belas notas musicais e harmonioso canto, tais como os rouxinóis, os tordos e os canários. Outras de diversas ordens (papagaios, corvos, etc.) são capazes de aprender e imitar as vozes de outros animais, e até as vozes humanas.

Em momento nenhum se deve esquecer o interesse económico das aves, tanto pelos prejuízos que podem causar, como pelos benefícios que prestam à agricultura, destruindo multidões de insetos e de outros animaizinhos prejudiciais.

O estudo da imensa variedade das aves, dos seus curiosos costumes e faculdades, das suas normas de comportamento, revela-se, na verdade, absorvente.
Abarcar tudo isto nos estritos limites de um livro, embora grande, é tarefa totalmente impossível. Mas, pelo exposto, e por tudo quanto se irá conhecendo, as aves são tão extraordinariamente interessantes, tão dignas de atenção e estudo, que não podemos rejeitar a oportunidade de ensinar a conhecê-las e aprecia-Ias melhor.

     As aves, classe de animais vertebrados, desenvolveram-se a partir dos répteis, provavelmente de um grupo de sáurios, os dinossauros. A primeira ave conhecida, Archaeopteryx, apareceu no Jurássico.

     Existem cerca de 13 000 espécies descritas de aves. As Aves têm o corpo coberto de penas, estando os membros anteriores transformados em asas. A pele apenas contém uma glândula única, a glândula do uropígio. A sua secreção permite que as penas repilam a água, e considera-se também de grande importância para a formação da vitamina D, a partir da acção dos raios solares sobre o ergosterol por ela segregado. A formação de substância córnea dá-se nas penas, no bico e nos tarsos, dedos e unhas. Uma vez por ano as aves mudam de penas.

     Os machos das aves têm em geral as penas muito mais coloridas do que as das fêmeas. Nos galináceos, aves que praticam a monogamia, os dois sexos têm em regra a mesma cor, mas se o macho é polígamo é sempre mais bonito do que a fêmea.

     As cores brilhantes das aves tropicais desempenham na realidade o papel de coloração protetora: na vegetação tropical colorida pelo sol intenso confundem-se por completo com o ambiente.

     O esqueleto é leve. O crânio articula-se por um único côndilo occipital com a primeira vértebra cervical. Extensões dos pulmões formam sacos aéreos, que penetram nos ossos das asas e nos outros ossos compactos e entre os diversos órgãos do corpo. O número de vértebras cervicais varia de 8, nas aves canoras, a 23, nos cisnes. A pelve é achatada. O esterno (exceto nas ratites) encontra-se munido de uma potente crista em forma de quilha (carena), onde se inserem os músculos das asas. Os coracoideus são muito desenvolvidos. As clavículas, unidas pela interclavícula, formam a fúrcula ou toracal. Os dedos I a III fazem parte da asa, mas o I, ou polegar, encontra-se separado dos outros dedos e constitui a asa bastarda. O metatarso e os elementos distais do tarso formam o tarso-metatarso.

     As características do bico e dos pés das aves correspondem a diferentes modos de vida. Assim, quanto aos pés, distinguem-se adaptações a: marchar, empoleirar, trepar, patinhar, nadar, predar, etc.; quanto aos bicos, semelhantemente, podem ser classificados como: omnívoros, granívoros, insectívoros, carnívoros, etc. Não há verdadeiro diafragma, mas somente uma membrana (diafragma ornítico) que separa da cavidade abdominal a que contém os pulmões, ou pleura. O coração tem quatro cavidades. O arco aórtico, em contraste com o dos mamíferos, é o voltado para o lado direito. A temperatura do corpo situa-se entre 40ºC a 43ºC. Os pulmões são, como já se referiu, providos de sacos aéreos que se distribuem pelo corpo.

     Dentro dos pulmões, os condutos aéreos não terminam em vesículas pulmonares, continuando-se por um sistema capilar contínuo. Quando uma ave está poisada, a respiração faz-se pelo arfar do peito. Mas durante o voo, automaticamente, devido aos movimentos das asas, produz-se a expansão e a contração da cavidade torácica, estabelecendo-se a conveniente passagem de ar nos pulmões necessária à respiração. A laringe, que corresponde à dos mamíferos, é atrofiada e desprovida de cordas vocais.

     Os sons emitidos pelas aves são produzidos por uma espécie de laringe especial, situada mais a baixo, a siringe. As aves não têm dentes e, portanto, não podem mastigar os alimentos. Estes armazenam-se numa dilatação do esófago, o papo, e só ulteriormente, com o auxilio de pequenas pedras que foram engolidas, são triturados na moela, a qual é a parte muscular do estômago; a outra parte deste órgão é essencialmente glandular. Existem dois cegos intestinais. Os rins são alongados e situam-se em cavidade especial do esqueleto pélvico. A urina é semissólida e constitui a parte branca do excremento. O reto e os uréteres abrem-se na cloaca. Apenas um ovário, o esquerdo, se desenvolve, atrofiando-se o direito. A gema do ovo é envolvida sucessivamente por albumina, membrana e casca, que se formam no oviduto. Para seu desenvolvimento, os ovos têm de ser incubados, geralmente pela fêmea, mas nalgumas espécies o macho também toma parte na incubação ou tem-na exclusivamente a seu cargo. Não é absolutamente necessário manter os ovos a temperatura constante, havendo algumas curtas interrupções. O choco. O período de incubação varia muitíssimo; para os ovos de pardais é de 12 dias, para os das galinhas é de 21 dias e para os das avestruzes é de cerca de 6 semanas.

     No encéfalo, o cérebro e o cerebelo são altamente desenvolvidos. Os sentidos do olfato e do tato são pouco sensíveis, o da audição, pelo contrário, é bom, e o da visão é particularmente de grande acuidade. A membrana incitante estende-se sobre o olho, por baixo da pálpebra inferior. Os sons emitidos pelas aves são os de chamada, aviso, canto e de diversão. O canto, produzido pelo macho das aves canoras, é geralmente uma maneira de marcar a extensão do seu território, como quem diz: “este é o meu espaço vital e eu daqui não saio”.

     Os ninhos variam muitíssimo. Algumas pernaltas incubam os seus ovos numa simples depressão do solo. Muitas aves fazem ninhos descobertos, como o corvo, mas a pega e outras espécies cobrem-no com ramagem. Certas aves, como os papa-moscas e a sora (Columba Enas) fazem os seus ninhos nas cavidades existentes nas árvores, mas os pica-paus, por exemplo, abrem-nas com o bico, pelo que causam prejuízos às árvores; convém, por isso e para tal fim, deixar de pé as velhas árvores mortas. A andorinha-das-barreiras aninha em buracos abertos nos areeiros e noutros terrenos declivosos. O salangue ( Collocalia \lestita), parente próximo dos ferreiros, constrói o ninho com saliva aglutinante, material muito apreciado na culinária chinesa. Os tecelões (Ploceus e outros) dos trópicos tecem, com ervas, ninhos em forma de bolsa. Algumas aves-parasitas dos ninhos, como os cucos, não fazem ninhos e vão pôr os ovos nos de (outras aves, deixando a estas os encargos de incubar e criar esses filhos adotivos.

     As aves, quanto aos seus hábitos de dispersão, classificam-se em residentes, nómadas e migradoras. Uma espécie ou apenas certos indivíduos podem diferir no seu comportamento em diversas ocasiões e condições diferentes. Os pardais e os pica-paus são tipicamente aves residentes. Os chapins, os tagarelas-da-boémia ( BaIiiby-cilla garrulus) e os tetrazes são aves nómadas. As folosas e as andorinhas, e muitas outras aves, são tipicamente migradoras.

     Algumas aves, que realmente pertencem a espécies migradoras, permanecem durante o Inverno, se se acostumaram ao alimento que encontraram. É o caso, por exemplo, do pato bravo. Tem-se procurado cientificamente a causa ou causas das migrações. Parece que não é tanto pelo frio como pela falta de alimento no Inverno, mas uma das causas é, sem dúvida, o desequilíbrio hormonal relacionado com o período da reprodução. É, no entanto, difícil de explicar como as aves juvenis de cucos, falaropos e maçaricos, etc., que emigram muito depois de os seus pais terem partido, conseguem encontrar o caminho que eles seguiram para as mesmas regiões. No seu regresso às regiões nórdicas, as aves seguem o mesmo caminho, no sentido inverso, que as levou aos lugares de reprodução. As mais frequentadas vias migratórias para os países nórdicos situam-se ao longo das costas marítimas.

Aves Canoras

Aves da ordem Passeriformes (Pássaros), subordem Oscines (Cantadoras), cujo aparelho vocal (siringe), situado na bifurcação dos dois brônquios, tem membranas vibratórias e músculos (7 a 9 pares) que fazem variar a posição das membranas.

Aves de Rapina

     Geralmente assim designados – e também “Rapaces diurnas e noturnas” – águias, milhafres, peneireiros, etc., isto é, aves Accipitriformes, e as corujas e mochos, Strigiformes, que caçam de dia ou de noite respetivamente, umas e outras com dispositivos anatómicos, do bico e dos pés, característicos dos predadores.

A evolução no sentido de um voo poderoso deu às aves esqueletos muito diferentes dos dos outros animais. O aspeto mais evidente numa ave voadora como o corvo é a grande quilha, projeção do esterno onde se inserem os músculos das asas. As aves não têm dentes nem têm verdadeiras caudas; as penas da cauda prendem-se no extremo da coluna vertebral – o pigostilo. Os membros anteriores estão totalmente adaptados ao voo, enquanto as mandíbulas sem dentes se transformaram num leve mas forte bico que a ave pode usar para se alimentar e executar tarefas delicadas, como por exemplo «pentear» as penas.

LEGENDA:

1. Mandíbula inferior do bico
2. Mandíbula superior do bico
3. Narina
4. Órbita
5. Crânio resultante de ossos soldados
6. Ouvido
7. Coluna vertebral constituída por pequenos ossos chamados «vértebras»; pode fletir-se nos sítios onde as vértebras estão afastadas mas é rígida nos pontos onde elas estão soldadas
8. Úmero, osso alongado da asa que corresponde ao osso do braço humano
9. Rádio, osso da asa que corresponde a um dos ossos do antebraço humano
10. Cúbito, osso da asa que corresponde a um dos outros ossos do antebraço humano
11. Pélvis, que é um suporte para as pernas e um prolongamento ósseo para a inserção dos músculos das pernas
12. Pigostilo, extremidade da coluna vertebral onde se inserem as penas da cauda
13. Fémur, osso da coxa
14. Articulação do joelho (oculta pelas penas na ave viva)
15. Tornozelo ou falso joelho (embora possa parecer que é o joelho que se dobra para a frente, esta parte corresponde realmente ao tornozelo e não ao joelho)
16. Metatarso
17. Dedo posterior
18. Garra (na ave viva recoberta por uma bainha córnea)
19. Tíbia, osso da perna
20. Metacarpo, correspondente aos ossos do pulso humano
21. Quilha, onde se inserem os músculos das asas das aves voadoras
22. Fúrcula, osso resultante de duas clavículas unidas que ajuda a manter a articulação da asa em posição quando os músculos a puxam para baixo
23. Coracoide

OS BICOS


       Devido ao facto de os seus membros anteriores estarem totalmente adaptados ao voo – com a importante exceção das aves de rapina e papagaios – a maior parte das aves apanha e segura os seus alimentos com o auxílio do bico. O bico das aves diferenciou-se numa grande variedade de formas especializadas que lhes permitem apanhar diferentes tipos de alimentos, desde animais grandes a minúsculos componentes de plâncton. Esta especialização foi recentemente evidenciada pelo hui da Nova Zelândia. Nesta notável espécie, infelizmente hoje extinta, o bico do macho era curto e direito para sondar, enquanto o da fêmea era longo e curvo para apanhar insetos.

Bicos que quebram sementes

O bico das aves exerce a maior força junto à base. Aves como os tentilhões, que vivem de sementes duras, têm bicos curtos e cónicos, conseguindo assim quebrar a casca das sementes de que se alimentam. A seguir removem habilmente o que se encontra no seu interior.

 

Uma ave aquática em terra

O bico excepcionalmente longo da galinhola é típico das aves aquáticas – grupo de aves que inclui os borrelhos e o maçarico-das-rochas. Mas em vez de utilizar o bico para se alimentar de animais costeiros como fazem muitas aves aquáticas, a galinhola utiliza-o também eficazmente em terra «seca». O seu principal alimento é constituído por minhocas e larvas de insetos e o bico comprido permite-lhe extraí-las do fundo do lodo.

 

A pinça do maçarico

O maçarico mergulha o comprido bico na vasa para dela extrair vermes e moluscos que estão fora do alcance de outras aves.

 

Uma peneira subaquática

O flamingo tem provavelmente o bico mais extraordinariamente especializado de todas as aves. Com a cabeça virada para baixo, o flamingo introduz o bico na água servindo-se dele para «coar» os animais e plantas aquáticas de que se alimenta. A parte inferior do bico movimenta-se para cima e para baixo para bombear a água contra a parte superior onde uma franja de lemelas retém os alimentos.

 

Um bico de carnívoro

O bico do francelho termina num gancho, o que é uma característica das aves de rapina. O gancho serve para estas aves dilacerarem animais demasiado grandes para serem engolidos inteiros.

 

Bico em pinça

O melro-preto tem um formato de bico que é partilhado por milhares de espécies de aves de tamanho médio. É afilado para que o animal possa apanhar pequenos objetos, como sementes, mas o seu comprimento permite à ave apanhar presas maiores, como minhocas. O bico amarelo-alaranjado do melro-preto macho é também utilizado como sinal destinado às fêmeas.

 

Um bico de frugívoro

Os papagaios selvagens vivem de frutos e sementes e possuem um bico «misto» que lhes permite tirar o maior partido dos alimentos. O papagaio utiliza o gancho da extremidade do bico para retirar a polpa do fruto e com as axilas da base do bico parte a casca das sementes para comer o seu interior. Os papagaios também são únicos no mundo das aves pela forma como usam os pés, segurando e virando com eles os alimentos enquanto os quebram.

 

Um pato com dentes

Ao contrário dos mamíferos e dos répteis, as aves não têm verdadeiros dentes, que são elementos ósseos. Contudo, algumas aves desenvolveram estruturas que são muito semelhantes a dentes. Os mergansos, por exemplo, têm bicos serrilhados para segurar os peixes tando em água doce como no mar.

 

 

Um bico para «chapinhar»

Muitos patos alimentam-se apanhando alimentos à superfície ou abrindo e fechando o bico enquanto percorrem com ele a superfície das águas. A água entra por entre as duas metades achatadas do bico e tudo o que nela estiver em suspensão é «espremido» e engolido. Este processo é semelhante ao da filtração do flamingo, embora um bico de pato esteja muito menos especializado e possa ser utilizado para outros tipos de alimentação.

 

Um bico para todos os fins

Os bicos das gaivotas são compridos e terminam num gancho que é mais pequeno mas em muitos aspetos semelhante ao das aves carnívoras. Este formato de bico não só lhes permite caçar e segurar presas como peixes, ao longo do comprimento do bico, mas também as ajuda a dilacerar os alimentos.

  Os pés das aves são extremamente variáveis em forma e tamanho, o que é um reflexo dos respetivos hábitos de vida. Embora os seus antepassados répteis tivessem cinco dedos, a maior parte das aves tem apenas quatro ou três e o avestruz dois. As aves que raramente vêm a terra, como os pufinos e os andorinhões, possuem pernas tão frágeis que para elas a marcha, além de difícil, pode mesmo ser impossível.


Pés para poleiro

As aves que se empoleiram – um grupo que inclui mais de metade de todas as espécies existentes – têm todas um dedo posterior. Este dedo permite à ave agarrar-se solidamente aos troncos onde se empoleira.

Pés para todos os fins

Tal como os tordos e as alvéolas, os corvos são aves de poleiro, embora estejam entre os membros mais corpulentos deste grupo. Os pés dos corvos são como os das aves de poleiro mais pequenas, mas em versão aumentada, e possuem um grande dedo posterior.

Garras para trepar

Os pés dos pica-paus têm dois dedos para a frente e dois para trás. Esta disposição, que é invulgar mas não única, no mundo das aves, ajuda-os a segurar-se enquanto picam a madeira.

Utilização diferente

As aves de rapina abrem muito os dedos para agarrar a presa, enquanto aves como o corvo apertam os dedos uns contra os outros.

Aves de rapina

Os pés das aves de rapina estão equipados com garras e tão bem adaptados a segurar as presas que as aves têm dificuldade em andar. Muitas delas têm tarsos revestidos de penas que terminam abaixo da articulação do tornozelo.

Voando com carga

A lendária força das garras da águia permite-lhe transportar pesos grandes debaixo do corpo e longe das asas.

Garras com penas

As penas que revestem as pernas e os pés da maior parte dos mochos ajudam a amortecer o som quando eles se abatem sobre uma presa. O mocho-das-neves, que vive nas terras do Ártico, tem os pés cobertos por uma camada especialmente espessa de penas que lhe conserva os dedos quentes e flexíveis.

Pernaltas

O peso das aves pernaltas como os maçaricos e os borrelhos distribui-se por dedos alongados para evitar que os animais se afundem no lodo mole. Muitas espécies têm pernas excecionalmente compridas, para caminhar em águas fundas.

Os dedos da Galinha-d’água

A galinha-d’água, ao contrário do que é vulgar, tem «orlas duplas» de pele escamosa que se expandem de cada um dos ossos dos dedos. Quando a galinha-d’água nada, estas «expansões» abrem-se e quando o pé se movimenta para trás contribuem para a propulsão, fechando-se quando o pé se movimenta para a frente. Em terra estas «orlas» evitam o afundamento na lama. A forma do pé desta ave dá origem a pegadas fáceis de distinguir das de outras aves aquáticas.

Pés com palmuras

Os patos, gansos e cisnes, gaivotas e muitas aves aquáticas possuem membranas interdigitais para uma natação eficaz. Os petréis ou calca-mares quase conseguem «andar» sobre a água agitando as patas, como se corressem, e batendo as asas ao mesmo tempo. Outras aves aquáticas utilizam os pés como travões.

As pernas da ave

Nos seres humanos os músculos que fazem mover as pernas estão distribuídos ao longo dos membros. Nas aves, quase todos os músculos se situam na parte superior da perna: a própria perna é pouco mais do que um osso rodeado por um sistema tipo roldana de tendões completamente recobertos por pele escamosa. Isto explica por que motivo algumas aves têm pernas incrivelmente delgadas – toda a força de que a perna necessita está concentrada junto ao corpo. As aves de poleiro desenvolveram um mecanismo especial que as impede de cair dos poleiros: quando uma destas aves pousa num ramo, o seu peso faz com que os tendões das pernas se contraiam e os dedos se apertem com firmeza. A ave tem de fazer um esforço não para se manter no poleiro mas sim para sair dele. Para levantar voo a ave contrai os músculos dos dedos, solta-os do poleiro e só então pode voar.
Muitas aves de climas frios não perdem calor através das pernas. Uma rede de vasos sanguíneos funciona como agente de troca de calor, captando o do sangue, destinado a circular pelas pernas. Assim, as pernas das gaivotas estão poucos graus acima da temperatura do seu gélido habitat.

4 TIPOS DE PENAS

      As tectrizes ou coberturas são pequenas e revestem o corpo, enquanto que a penugem, por baixo, forma uma camada que fornece isolamento térmico adicional. As penas destinadas ao voo são longas e rijas, existindo dois tipos: penas de cauda ou retrizes, que são frequentemente simétricas, e penas da asa ou rémiges, que têm um formato irregular.

Tectriz

Penugem

Retriz

Rémige

ASPECTOS QUE DEVE TER EM CONSIDERAÇÃO ANTES DE COMEÇAR A CRIAR AVES:

    A criação de aves pode ser um passatempo interessante, que exerce em muitos indivíduos um fascínio perpétuo. A maior parte das pessoas inicia-se com aves que são de fácil criação, mas, após “apanhar o vício”, começam a procurar aves que representem um maior desafio. Procurarão aves que sejam um pouco mais raras ou concentrar-se-ão em aves com uma certa coloração ou num tipo específico de estirpe. Independentemente do tipo de objetivos que mobilizam um criador, devem ser sempre cumpridos alguns princípios básicos. A gaiola ou aviário de criação devem ser suficientemente espaçosos e estar dispostos de uma tal forma que as aves se sintam confortáveis e com boa animosidade. A criação exige grande esforço das aves e é óbvio que os casais para criação devem estar em boas condições físicas antes de iniciar a época de gestação. Pode garantir isto, adquirindo aves saudáveis e proporcionando-lhes o melhor que estiver ao seu alcance, no que diz respeito a alojamento e alimentação. Se pretende criar aves com um certo tipo de coloração ou se deseja que as suas aves participem em exposições, é sensato não fazer criação utilizando aves que possuam alguma malformação evidente. Neste caso, é essencial que tenha um amplo conhecimento dos vários critérios que se aplicam a estas exposições de aves.
     A idade da ave que será utilizada para criação é também um factor importante. Se forem utilizadas aves que sejam demasiado jovens para fins de criação, é altamente improvável que os objectivos sejam alcançados. O mesmo se aplica a aves que sejam demasiado idosas. A idade com que uma ave pode ser utilizada para fins de criação varia de espécie para espécie. Várias espécies pequenas de bicos-de-lacre podem ser utilizadas para fins de criação quando atingem nove ou dez meses de idade, enquanto vários tipos de periquitos e de espécies da família dos papagaios devem ter já vários anos de idade.

A AGRESSIVIDADE DURANTE A ÉPOCA DE GESTAÇÃO:

     Nem todas as aves escolhem o seu parceiro com facilidade. É muito frequente que aves que tenham sido colocadas na mesma gaiola ou no mesmo aviário não se dêem bem. Se possuir alguma espécie conhecida pela sua intolerância, garanta a sua presença nas proximidades durante os primeiros dias em que ela é colocada com outras. Pode interferir sempre que a situação possa estar fora de controlo. Podem surgir problemas posteriormente, caso um dos parceiros esteja na disposição de procriar, mas o outro não queira. O comportamento agressivo durante a época de acasalamento restringe-se aos machos. Atacam-se mutuamente, por vezes com consequências desastrosas. Se mantiver uma vigilância atenta sobre as aves, pode separá-las antes que seja tarde demais. Por vezes, prender uma das asas do elemento agressivo pode ser eficaz. A ave perde rapidez e mobilidade em consequência desta deficiência temporária. A agressividade é, frequentemente, um comportamento de natureza temporária e dura apenas o tempo de que a fêmea necessita para estar disposta ao acasalamento, isto se a fêmea não for demasiado jovem.

PREPARATIVOS:

     Certifique-se da criação de um ambiente em que as aves se sintam confortáveis e, por conseguinte, dispostas ao acasalamento. Para certas espécies, é obrigatório ter uma aviário enorme sem quaisquer outras aves nas proximidades, ao passo que outras espécies gostam de fazer os seus ninhos muito próximos uns dos outros, no meio de muitas outras aves, num espaço bastante limitado. Deve certificar-se da afixação de caixas de ninhos ou cestos de ninhos em várias partes abrigadas do aviário ao ar livre e do abrigo noturno. Por princípio, o número de caixas de ninhos a colocar no aviário deve ser sempre superior ao número de casais, para diminuir ao máximo a disputa por um lugar favorito para nidificar. Adquira apenas caixas de ninhos que tenham as dimensões apropriadas e sejam feitas do material correto para as espécies que pretenda criar. Os pombos, por exemplo, preferem pranchas ou plataformas abertas, enquanto outras espécies preferem procriar em caixas de ninhos que sejam completamente fechadas. E recomendável adquirir caixas de ninhos que possam ser abertas pelo topo, para poder ver se os ovos estão ou não a ser incubados e poder observar o desenvolvimento das jovens crias. Pode ajudar as aves que constroem os seus ninhos em caixas elevadas ou em buracos existentes nos troncos de árvores, colocando “degraus” que conduzam ao buraco de entrada. Devem ser de rede de arame e firmemente fixos ao interior da caixa ou do tronco. Este procedimento impedirá as aves progenitoras de, inadvertidamente, danificarem os ovos.

MATERIAIS PARA O NINHO:

     Certifique-se que possui sempre por perto bastante material para construir o ninho que seja adequado às aves que cria. Entre os materiais adequados para construir os ninhos incluem-se: erva seca, feno, raízes de plantas (sacuda cuidadosamente eventuais pedaços de turfa e coloque-as no aviário em posição invertida), musgo seco, folhas, pelos de animais (coelhos, cães, cavalos e gado) e pequenos galhos. A maior parte das espécies da família dos papagaios da Austrália não constrói ninhos. Coloque uma camada de musgo húmido ou aparas de madeira no fundo da caixa do ninho. Este procedimento conserva os ovos ligeiramente humedecidos – a desidratação é fatal – e também impede que os ovos rolem para os lados. As espécies de aves de natureza destrutiva – principalmente os papa- gaios, um grande número de periquitos e as catatuas – gostam de roer e têm tendência para “redecorar” os ninhos com os seus bicos afiados. Nem sempre o fazem de uma forma muito expedita. Por vezes, roem a entrada da caixa do ninho de tal forma que esta passa a ficar semiaberta. Também acontece que muitas aves progenitoras não abandonam o fundo da caixa do ninho. Uma proteção suplementar, porventura com madeira rígida ou algumas faixas de metal, pode revelar-se útil. Dê sempre a estas aves bastante material para roer durante a época de gestação, por exemplo, uns galhos verdes de salgueiro.

QUANTAS NINHADAS POR ANO?:

     Muitas espécies de aves apenas procriam uma vez por ano e nada mais. Outras espécies, geral- mente as mais populares, costumam gerar várias ninhadas por época. Também existem espécies que começam a procriar demasiado cedo, dando origem a que as crias nasçam numa estação do ano desfavorável, ou procriam até ao final do Outono até, literalmente, caírem para o lado. A época errada e a procriação descontrolada das aves podem causar problemas. Em consequência de stress ou de alterações hormonais, aves que, habitualmente, têm uma natureza pacífica começam a manifestar tendências canibalescas em relação às crias. Outras aves podem ter uma segunda ninhada, enquanto as crias da primeira ninhada ainda vivem no ninho, o que pode provocar confusão aos progenitores, que as jogam para fora do ninho. Em outros casos, os ovos podem permanecer estéreis ou, pura e simplesmente, não incubar. Há também alguns progenitores que deixam as crias entregues a si próprias prematuramente. Em resumo, existem numerosas situações que podem correr mal, caso as aves sejam abandonadas aos seus próprios meios. De um modo geral, é recomendável proporcionar algum descanso às aves, após a segunda ninhada. Pode fazê-lo, retirando do aviário todas as caixas de ninhos. Se as aves ainda encontram algum recanto para prosseguir as suas atividades, é melhor alojar as aves, separando-as por sexos, durante a época de pousio (Outono e Inverno). Existem, eventualmente, muitas outras causas de problemas relacionados com a criação. Entre outras, pode-se citar a utilização de aves demasiado jovens.


Se faz criação por um motivo especial, é melhor instalar as aves separadamente.

Só ao fim de alguns anos é que a maior parte dos papagaios pode ser utilizada para fins de criação.

Ninho de Diamantes-de-Gould

Canário fêmea no ninho:

Um ovo fresco que ainda não foi incubado:

o mesmo ovo após ter sido incubado durante quatro dias:

Os periquitos de grande porte necessitam de um bloco de procriação grande e com profundidade:

Uma caixa de ninho deve ser construída de tal forma que a inspeção provoque o mínimo de perturbação possível:

Os periquitos da Austrália não constroem ninhos. Pode colocar serradura, turfa ou aparas de madeira no fundo da caixa:

Algumas aves utilizam materiais diversificados para construir os ninhos, como pode observar-se por este ninho de napoleões:

Ninho de Bengalins-do-Japão:

MACHO OU FÊMEA?

MINI-DICIONÁRIO

DIMORFISMO SEXUAL: Diferenças físicas entre macho e fêmea.
LAPAROSCOPIA: Consiste em examinar o interior do corpo da ave por meio de uma fibra ótica.
SEXAGEM POR DNA: Consiste em examinar o sexo das aves através da colheita de penas e amostras de sangue.

Em baixo estão apresentadas algumas dicas para distinguir o sexo de algumas espécies de aves.

BENGALIM DO JAPÃO
Como o não apresenta dimorfismo sexual (diferenças físicas entre macho e fêmea), o ideal é deixar vários exemplares adultos (com 4 ou 5 meses) juntos numa gaiola independente. O primeiro que começar a cantar, emitindo um trinado curto – algo como tch-thc-tch abrindo levemente as asas e eriçando as penas da garganta e peito, provavelmente é um macho.
 
CANÁRIO
Só o macho canta. A fêmea apenas emite sons curtos.
 
CARDEAL DA VIRGÍNIA
O macho tem a plumagem vermelho puro. O bico também é vermelho nos dois sexos e tem uma área preta em volta. Tanto o macho como a fêmea possuem uma poupa vermelha que se eriça quando ficam excitados. Têm um canto simples e agradável e as fêmeas também cantam.
 
CORDONBLEU
O macho tem manchas vermelhas nas duas faces. A fêmea é mais pálida que o macho.
 
DEGOLADO
O macho tem um colar vermelho no pescoço.
 
DIAMANTE BAVETTE
A principal forma de identificar o sexo é pelo canto, pois só o macho canta. As diferenças físicas não são facilmente percetíveis.
 
DIAMANTE DE GOULD
O macho tem cores mais vivas principalmente no peito e a cauda central mais comprida. Na época de criação, normalmente o bico do macho torna-se mais claro e o da fêmea mais escuro.
 

DIAMANTE ESTRELA (STARFINCH)

A fêmea é mais pequena do que o macho, e tem a mancha vermelha da cabeça também mais pequena.

DIAMANTE MANDARIM
Só o macho canta; o vermelho do bico da fêmea é mais claro; normalmente o macho tem pintas nas asas.
 
DOMINÓ
As diferenças são aparentemente inexistentes. Deve-se aguardar a época da criação (principalmente, de Abril a Outubro) e observar se existem casais formados e se algum deles se coloca em cima do outro para acasalar.
 
ESPLÊNDIDO
O macho tem a face e as asas azuis, o peito vermelho e a barriga amarela. As partes superiores da cabeça e das costas são em tom esverdeado. A fêmea tem coloração mais clara e a cor do peito é esverdeado.
 
LORYS
São poucas as espécies de Lory que se consegue distinguir o sexo. Nos EUA, utiliza-se o método da laparoscopia, que consiste em examinar o interior do corpo da ave por meio de uma fibra ótica. Tem que se ir arriscando até que se forme um casal.
 
MAINÁ
Não há diferença física aparente entre os dois sexos.
 
MODESTO
O macho tem a testa em tons de roxo e uma mancha roxo-escura no papo. A fêmea não tem estas marcações.
 
PAPAGAIO
Os machos são geralmente maiores e mais coloridos. Deve-se utilizar o método de laparoscopia para identificar o sexo.
 
PARDAL DE JAVA
O macho adulto canta mais; o bico ocupa uma área maior na face e tem o anel à volta dos olhos mais vermelho.
 

PERIQUITO AUSTRALIANO

O macho tem a carúncula (saliência acima do bico) azul. A da fêmea é em tom rosa.

ROUXINOL
O macho tem o canto mais forte e cores mais vivas.
 
TUCANO
O tamanho do bico nos machos é maior.

 A alimentação é um dos fatores mais importantes na criação de aves. Efetivamente, cada uma das espécies necessita de determinado tipo de alimentação, de acordo com as características naturais do meio em que habitualmente vive. De geração em geração, foram tomando o hábito de comer aquilo que encontravam com mais facilidade e que Ihes permitia sobreviver e resistir às doenças. Entre a enorme variedade de sementes para granívoras escolheremos, portanto, as mais indicadas, que enunciaremos quando tratarmos das espécies separadamente.

     No entanto, é curioso assinalar a facilidade de adaptação das aves a sementes que não conheciam nos seus países de origem. A pouco e pouco, os seus hábitos vão-se modificando e, desde que Ihes forneçamos sementes com iguais características e percentagens alimentícias, raramente sofrem com a mudança.

     Porém, desde já convém lembrar que, embora grande número de espécies sejam granívoras, também elas necessitam de alimento de origem animal nos primeiros tempos de vida. Os pais, na época da criação, devem ter, portanto, à sua disposição alimentos com aquela característica. Em liberdade, escolhem insetos e outros pequenos animais. Em cativeiro teremos de Ihes dar igualmente insetos e papas adequadas que nós próprios iremos confecionar. Algumas espécies são mesmo totalmente insectívoras, abrangendo os vulgarmente chamados “Pássaros de Bico Mole” ou “Bico Fino” que comem, além de insetos e papas para insectívoros, ovo, natas, carne moída, etc.

     Uns e outros necessitam ainda, no entanto, de verdura, frutos maduros e cenouras, onde vão recolher os suplementos vitamínicos naturais.

     É também conveniente variar o regime de vez em quando, quer se trate de sementes ou papas. Isso contribuirá afinal para corrigir qualquer erro que, a manter-se, poderia pôr em perigo as nossas aves. Alguns avicultores aconselham igualmente um dia de jejum por semana, no qual apenas seria servida água com um pouco de bicarbonato ou algumas gotas de medicamento para o fígado. Pessoalmente não o fazemos e, embora compreendamos a razão do conselho, preferimos respeitar a liberdade das aves em se alimentarem ou não. É claro que no seu meio natural isso por vezes acontece porque não encontram alimentos adequados. É um jejum forçado. De qual- quer forma, adotamos o tratamento regular das nossas aves com um medicamento conveniente, à base de desintoxicante digestivo. E, por outro lado, convém não esquecer que certas espécies não poderiam estar mais de doze horas sem comer.

HIGIENE

      Se é criador de aves, sabe que a higiene é de importância crucial. E por esta razão que as gaiolas e os aviários necessitam de ser limpos regularmente com todo o rigor. A frequência com que isto deve acontecer depende das dimensões da gaiola ou aviário, da quantidade de aves que aí habitam, da estação do ano e da quantidade de excrementos, restos de comida, etc.
     Para diminuir as despesas, algumas pessoas decidem peneirar a camada que serve de tapete do chão da gaiola ou do aviário, de modo a retirar os excrementos e os restos de comida. No entanto, há restos invisíveis que são impossíveis de remover com a peneira, o que não afasta o risco de contaminação. Quando limpar o tapete da gaiola ou do abrigo noturno, deve retirar toda a camada e substituí-la por uma completamente nova. O tipo de tapete que utilizar depende da espécie de ave que o pisa. Aquele que é mais conhecido e utilizado com maior frequência é a areia de concha, mas também se utilizam como tapete, por vezes, aparas de madeira, areia de rio limpa e até seixos e calhaus rolados.
     As paredes, grades e o piso da gaiola ou do aviário devem ser regularmente desinfetados. Pode adquirir produtos de limpeza seguros na maior parte das lojas de animais de estimação. Poleiros, tinas e banheiras devem também ser esfregados regularmente com um desinfetante. Quanto maiores forem os cuidados higiénicos que tiver, menores serão as probabilidades de enfrentar dificuldades.

ÉPOCA DA MUDA DAS PENAS

      Uma ave adulta tem a sua muda de penas uma vez por ano. Se uma ave tem frequentes mudas, ou se as tem durante longos períodos, isso pode ficar a dever-se a uma alimentação errada, ao stressou a outros fatores, tais como a uma súbita alteração da temperatura ou a uma doença! A época da muda de penas é um período crítico, para quase todas as aves e coloca exigências consideráveis à sua constituição física. As aves têm necessidade de nutrientes suplementares durante a época da muda de penas. As aves que são geralmente consideradas canoras apresentam probabilidades de se conservar muito silenciosas durante a época da muda de penas e a maior parte das aves revelam-se muito mais passivas durante este período do que habitualmente. Em média, a época da muda de penas dura entre seis e oito semanas. Um problema que ocorre com frequência é a «muda no poleiro». Quer isto dizer que as aves estão constantemente em muda de penas e isso fica a dever-se, frequentemente, ao facto de as aves tomarem banho e beberem, água demasiado fria relativamente à temperatura ambiente. Um remédio caseiro eficaz na ajuda às aves a atravessarem a época da muda de penas sem problemas é dar-lhes todos os dias uma pequena quantidade de sódio misturada na água de beber.

CUIDADOS COM AS GARRAS

      As garras das aves crescem muito, especialmente quando os poleiros são demasiado finos ou macios. Em algumas espécies de aves as garras têm tendência a crescer muito rapidamente, como é o caso dos bicos-de-lacre africanos. Além do facto de ser extremamente desconfortável para as aves terem garras compridas, estas podem igualmente causar deformações nos dedos e nas patas. Como tal, deve examinar regularmente as garras das suas aves e apará-Ias se necessário. A princípio pode achar esta tarefa muito delicada. Pode pedir ajuda a um avicultor experiente. Certifique-se de que apenas apara as pontas das garras e nunca as partes das garras que ainda estão «vivas», o que provocaria hemorragia – por vezes durante muito tempo – e transformaria o aparar das garras numa experiência dolorosa e traumática para a sua ave. Após ter aparado as garras das aves por diversas vezes, essa tarefa passará a ser rotineira, demorando apenas alguns minutos. Se, no entanto, continuar a encarar isso como um problema, é aconselhável solicitar a ajuda de outra pessoa. É sempre melhor do que deixar a ave passar a vida com garras compridas.

VERMES

      Quase todas as aves podem ser atacadas por vermes, mas a maior incidência de vermes verifica-se entre exemplares da família dos papagaios, como, por exemplo, os papagaios de ventre laranja. Não seria erróneo desparasitar as aves pertencentes a este grupo de risco – incluindo as aves de estimação que não serão utilizadas para fins de criação – semestral ou anualmente. Se encontrar dificuldades em desparasitar a sua ave sozinho, pode pedir ajuda a outra pessoa, por ventura um veterinário.

ÁGUA DO BANHO

      A humidade nos locais de onde são oriundas muitas aves de gaiola e de aviário é muito mais elevada do que a humidade existente numa sala de estar normal. É por este motivo que a maior parte das aves necessita de tomar um banho, de tempos a tempos, e algumas delas necessitam de um banho diário para conservar uma boa saúde. A água do banho deve ser mudada todos os dias, mesmo quando não pareça estar suja. Se constatar que a sua ave não toma banho, pode tentar borrifá-la com um borrifador de plantas com jatos muito finos. Ocasionalmente, só deve fazer isto com temperaturas agradáveis, para que a ave não fique doente.

AVES DOENTES

      Se conhecer bem as suas aves, será capaz de reconhecer se elas se sentem bem ou não, através do seu comportamento e aparência. As aves saudáveis são ativas e a sua plumagem é lisa e lustrosa. Um comportamento anormal pode indicar a existência de qualquer tipo de problema. A ave pode começar a revelar-se reservada, apática, começar a fazer movimentos estereotipados, começar a debicar as penas ou, de um modo geral, ficar irrequieta. Um dos primeiros sintomas de doença é o facto de as penas da ave ficarem eriçadas, em vez de lisas e lustrosas e, de um modo geral, a ave manifestar um certo estado de languidez. Muitas aves agirão deste modo, se a temperatura ambiente for demasiado baixa para elas. Eriçando as penas, elas retêm algum calor corporal entre as mesmas. Nestes casos, um aumento da temperatura poderá, em princípio, melhorar a situação. Entre os sintomas indicadores de que algo está errado com as aves incluem-se as dificuldades respiratórias, respiração ofegante, diarreia, perda de apetite, manchas peladas, perda de penas, muda abundante de penas, tumores no bico, nas pernas e à volta dos olhos, paralisia parcial ou paralisia total, secreções do nariz ou dos olhos e inchaço.
     Quando suspeitar de que algo de errado se passa com as suas aves, nunca deve esperar para ver como se desenrola a situação, mas deve passar de imediato à ação. Se mantiver contacto com avicultores e criadores experientes, poderá apresentar-Ihes o problema. Pode tentar contactar com indivíduos experientes através de associações de criadores de aves. Uma simples análise aos excrementos da ave pode ser o suficiente para descobrir o que está errado. Em outros casos, pode ser necessário uma amostra de sangue ou um exame exaustivo de uma das aves afetadas para descobrir o mal.


O material mais frequentemente utilizado para atapetar o chão, é a chamada areia de concha:

Aparas de faia em diversos tamanhos são frequentemente utilizadas como tapete para as aves granívoras e frutívoras:

    

Unhas demasiado longas constituem um problema frequente:

De um modo geral, uma ave que não se sente bem eriça as penas e, começa a manifestar passividade:

Para quem está habituado a observar as aves em liberdade, é fácil reconhecer, pela forma como se apresentam no aviário, quando alguma está doente.

     Uma ave saudável é toda ela vivacidade, movimentos ágeis e elegantes, penas lisas e brilhantes acompanhando bem o corpo, porte mais ou menos levantado mas de cabeça firme e olhar penetrante. Mesmo que o seu canto não seja harmonioso e intenso, uma ave gosta sempre de emitir os seus sons habituais. É a sua expressão oral, o seu meio de comunicar e transmitir os seus diversos sentimentos quer se trate do chamamento nupcial, do chamamento dos filhos ou da afirmação do território perante algum intruso ou rival.

     Será fácil, portanto, constatar que alguma coisa vai mal quando uma ave se apresenta empoleirada a um canto do aviário ou mesmo no chão, sem se mexer muito, penas enroladas ou em tufo, cabeça debaixo de uma asa, quase sempre dormitando. Num estado mais adiantado, nota-se uma respiração ofegante mais rápida do que o normal e apresenta as penas eriçadas junto do bico e molhadas ou sujas em volta da cloaca. Observando cuidadosamente, podemos ver que os seus excrementos são totalmente diferentes dos de uma ave saudável. Enquanto nesta eles são esbranquiçados com aspeto de pasta, tendo no final uma parte mais sólida de cor mais acentuada, os excrementos de uma ave doente são muito mais aguados, de cor acinzentada e, por vezes, com grande percentagem de mucosidades.

     É claro que os sintomas genéricos que acabámos de descrever não são imediatamente comprovativos do tipo de doença que atacou a ave. Eles sugerem-nos apenas que alguma coisa de anormal se passa e que ela necessita de ser isolada e tratada numa gaiola à parte, em ambiente ligeiramente aquecido. Por outro lado, é um aviso de que precisamos de fazer uma certa desinfeção, no aviário, limpar poleiros e ninhos com uma solução de formol, mudar a areia, escaldar os comedouros e bebedouros, vigiando as restantes aves nos dias seguintes. Com efeito, a doença pode ser de carácter infecioso, o que – diga-se de passagem – não é muito vulgar, sendo conveniente estar com atenção ao desenrolar dos acontecimentos.

     Como já foi referido, o diagnóstico é sempre difícil. Mas convém dizer desde já que num aviário em perfeito estado de limpeza, onde não haja violentas correntes de ar nem fumos tóxicos e com o tipo de alimentação adequado para os seus pensionistas, as aves não adquirem doenças graves.

 

     Seguem-se então algumas doenças, que se podem passar com uma ave e respetivos tratamentos:

 

TUBERCOLOSE

     Causada pelo Mycobacterium avium, esta doença pode ser contraída por aves de todas as espécies. É habitualmente transmitida através dos excrementos das que se encontram doentes ou dos produtos alimentares, nomeadamente cascas de ovos que não tenham sido previamente fervidas. A transmissão por via respiratória não é muito frequente embora possa ser transmitida pelo homem.
     As aves atacadas pela tuberculose começam por perder peso, emagrecendo bastante, apesar de continuarem a ter apetite. Como a camada de penas esconde a parte muscular, este enfraquecimento progressivo não é fácil de detetar exceto se segurarmos a ave nas mãos. Só num estado mais adiantado, começam a “enrolar” as penas, nome que se dá quando elas ficam eriçadas e ligeiramente enroladas. Vomitam igualmente a comida, refugiando-se num canto do aviário em letargia quase permanente. E claro que uma ave nestas condições deve ser imediatamente isolada. Tanto quando se conhece hoje em dia, a tuberculose nas aves é incurável. O animal morto deve ser queimado.
     Como se trata de uma doença contagiosa, aplica-se aqui inteiramente a regra da desinfeção total do aviário com uma solução a 3% de formol ou qualquer outro desinfetante. É ainda conveniente que as restantes aves do mesmo aviário passem a dispor de comida rica em vitaminas e sais minerais.

 

PARATIFO

     É uma doença intestinal contagiosa para todas as espécies de aves e mesmo mamíferos, incluindo o homem. É também conhecida com o nome de Salmonelose visto ser causada pela bactéria Salmonella Typhi murium. Os pássaros jovens são facilmente atacados e podem morrer rapidamente. Por vezes, os adultos funcionam apenas como transmissores da doença. E por isso que mais uma vez se recomenda todo o cuidado na aquisição de novos exemplares (onde e em que estado), efetuando a quarentena numa gaiola isolada e só depois permitindo a sua passagem para o aviário.
     Os sintomas mais aparentes da ave atacada por paratifo são os excrementos aquosos, amarelados ou esverdeados, a inflamação em volta de toda a cloaca e. por vezes. mucosidade nos olhos. Além disso. na sua forma aguda. o animal vomita tudo o que come e refuga-se a um canto do chão com as penas eriçadas.
     O tratamento que se conhece, embora sem resultados muito favoráveis, é a administração de antibióticos como a estreptomicina e o cloranfenicol ou sulfamidas. A dose está indicada nas embalagens para uso veterinário e de acordo com o peso da ave.

 

PSITACOSE OU ORNITOSE

     Esta doença, extremamente contagiosa e que pode ser transmitida mesmo ao homem, tem efetivamente dois nomes. Como foi descoberta em primeiro lugar nos psitacídeos, a denominação adquiriu a raiz morfológica “psitac”. Mais tarde, verificou-se que ela existia também nas outras aves e daí o nome de Ornitose. E vulgar nos papagaios trazidos dos países de origem e por isso se deve ter muito cuidado com a importação.
     Como sintomas gerais, indicam-se os vómitos e os excrementos aquosos de cor cinzenta, cinzenta esverdeada, ou por vezes verde-escura. A ave agacha-se com as penas eriçadas, em tufo. Num estado já muito adiantado, o mal atinge o próprio sistema nervoso e ela não consegue segurar-se no poleiro desequilibrando-se com facilidade e acabando por morrer.
     Como sempre, o diagnóstico é difícil nos primeiros tempos da doença, pois o período de incubação varia entre 5 dias e 3 meses. Mas, entretanto, a ave pode não apresentar quaisquer sintomas. Se não houver cuidado, o contágio estende-se mesmo ao homem através da respiração do ar infetado e a doença manifesta-se por uma inflamação nos pulmões.
     O único tratamento possível é à base de antibióticos mas em regra as aves acabam por morrer.
     Resta acrescentar, para sossego dos criadores, que a psitacose está hoje praticamente debelada devido à inspeção rígida a que são sujeitas todas as aves importadas.

 

APARELHO RESPIRATÓRIO

     As doenças mais vulgares deste tipo são a constipação e o catarro. A primeira reconhece-se pela dificuldade que a ave tem em respirar, ao mesmo tempo que apresenta as aberturas nasais obstruídas. No catarro, pelo contrário, a respiração é rápida.
     São normalmente doenças causadas por um resfriamento, pois as aves tropicais não suportam uma queda de temperatura. O tratamento consiste em colocar a ave numa gaiola separada, a uma temperatura de 35-40º C. Isto consegue-se cobrindo a gaiola parcialmente com um pano e pondo por cima uma lâmpada elétrica de 25 W. Como é natural, a temperatura do ambiente tem influência na forma de alcançar aquela que se pretende no interior da gaiola. Assim, é conveniente usar um pequeno termómetro pendurado nos arames e ir observando se a potência da lâmpada é suficiente e se é necessário colocá-la mais próximo ou mais afastada do topo da gaiola.
     A alimentação deve ser rica em vitaminas. Se tal for preciso, convém limpar os orifícios nasais com glicerina líquida. Logo que a ave se mostre em condições, procede-se ao abaixamento gradual da temperatura até atingir a do ambiente do aviário ou viveiro, o que se consegue diminuindo a intensidade da lâmpada e afastando-a progressivamente da gaiola.
     Apenas em casos já muito adiantados é necessário usar antibióticos.

 

APARELHO DIGESTIVO

     Os chamados desarranjos intestinais são normalmente caracterizados por diarreia aquosa ou com mucos, de cor cinzenta ou cinzenta-acastanhada. Além disso, as penas em redor da cloaca ficam bastante sujas e a pele nessa mesma zona apresenta-se avermelhada. A ave tem também vómitos e, como é natural, encolhe-se a um canto com as penas eriçadas e a cabeça debaixo da asa.
     As causas devem ser geralmente procuradas na má alimentação (sementes sujas) e na água igualmente suja ou extremamente fria, embora a doença possa aparecer como resultado de um resfriamento.
     O tratamento consiste no isolamento em gaiola aquecida (ver doenças do aparelho respiratório) e na administração de um antibiótico ou sulfamidas para uso veterinário, nas doses indicadas de acordo com o peso. A ave não deve comer verdura e, em vez de água, coloca-se no bebedouro chá de camomila. Também como doença do aparelho digestivo podemos considerar a proliferação de uma bactéria normalmente existente nos intestinos das aves, chamada Escherichia coIi, onde auxilia a digestão. Com efeito, devido a um enfraquecimento que pode resultar de uma alimentação deficiente, a bactéria multiplica-se em quantidade exagerada e provoca no animal sintomas graves que podem levar à morte. O tratamento consiste na aplicação de uma pequena dose de antibiótico.
     As aves podem ainda ser atacadas de prisão de ventre ou obstipação. Neste caso, dá-se à ave alimento verde, com o auxílio de um conta-gotas, obriga-se a engolir uma gota de azeite.

 

CONJUTIVITE

     Como facilmente se depreende, trata-se de uma inflamação nos olhos, em regra devida à falta de higiene ou às poeiras existentes no aviário.
     O tratamento, tal como acontece para os outros animais, consiste na aplicação de algumas gotas de um preparado específico, pelo menos duas vezes ao dia e durante duas semanas.

 

RAQUITISMO

     É uma doença causada pela falta de substâncias minerais na alimentação e que atinge sobretudo as crias. Estas, ao sair do ninho, apresentam certa dificuldade em manter-se de pé, chegando mesmo a encurvar as pernas.
     O tratamento é sobretudo à base de vitamina D mas, como em muitos outros casos, é melhor evitar que tal aconteça administrando sempre aos pais uma alimentação adequada e, se necessário, algumas gotas de um preparado vitamínico na água ou na comida.

 

CAUSADAS POR PARASITAS

     Existem duas grandes classes de doenças deste tipo, conforme são causadas por endoparasitas (que vivem no interior do corpo do animal) ou ectoparasitas (que vivem no exterior).
     Dos endoparasitas, citamos em primeiro lugar os que originam a conhecida coccidiose. Vivem nas paredes dos intestinos causando profundas inflamações, a tal ponto que os excrementos das aves chegam a apresentar vestígios de sangue de mistura com uma mucosidade característica. A doença é, portanto, infeciosa e convém que a ave seja imediatamente isolada e tratada com um medicamento à base de sulfamidas.
     Nos intestinos das aves, podem ainda aparecer vermes parasitas do género Capillaria, cuja presença só pode ser detetada através da análise dos excrementos. O tratamento é então indicado por um veterinário.
     Entre os ectoparasitas, o mais comum é o causador de uma espécie de escamação exagerada na pele das pernas. E o Chemidocoptes mutans que pode ser perfeitamente combatido aplicando um pouco de azeite ou um preparado oleoso nas regiões afetadas. O óleo tapa os orifícios respiratórios do parasita, ocasionando portanto a sua morte.
     Os outros ectoparasitas pertencem ao grupo dos insetos Mallophagus e atacam não só a pele como parte das penas das aves. No entanto, chegam a alimentar-se do próprio sangue e, se o seu número for demasiado, o que se nota pela intensidade com que a ave se cata, devemos aplicar um preparado inseticida dos que se vendem nas lojas da especialidade e para o fim adequado.
     Uma ave tem sempre tendência em alisar as penas e catar-se. Mas, se esse procedimento for exagerado e quase violento, é a altura de intervir.

 

ARRANQUE DAS PENAS

     Não é normal que as aves arranquem as penas das outras aves, as suas próprias ou até mesmo as dos filhos quando estes se encontram nos ninhos. Se tal acontece, é porque algum desequilíbrio existe na manutenção e sobretudo na parte alimentar. Efetivamente, esse procedimento nunca aconteceria se as aves estivessem em liberdade, tendo à sua disposição tudo o que necessitam. Em cativeiro, o facto é por demais conhecido não só nas aves (veja-se o caso das galinhas) como até nos próprios mamíferos. O que se passa é que a ave procura nas penas (tal como os mamíferos o fazem nos pelos) o alimento de origem animal que lhe falta na dieta diária fornecida pelo criador. É esse o único recurso que têm à sua disposição. Por vezes, é claro, isso torna-se um vício, mesmo depois de restabelecido o equilíbrio. Teremos portanto toda a vantagem em evitar que tal aconteça, mas não se diga – e temos muitas provas disso – que o vício não se pode curar.
     No capítulo referente à alimentação, falámos detalhadamente da necessidade da inclusão de proteínas de origem animal na dieta das aves. Ovo cozido, insetos e até mesmo um pouco de presunto não muito salgado são precisamente alimentos que devem ser administrados quando as aves denotam um estranho apetite pelas penas: as suas ou as das outras aves.
     Por vezes, um ambiente demasiado seco também pode desencadear o mesmo procedimento, assim como uma falta de vitaminas ou sais minerais. Como é evidente, é necessário então fazer pulverizações frequentes de água tépida e não esquecer os alimentos que forneçam vitaminas e sais minerais.

 

DIFICULDADE NA POSTURA DOS OVOS

     Embora não se trate propriamente de uma doença, a dificuldade em expulsar os ovos pela cloaca pode ser devida a vários fatores, entre os quais o tempo frio e novamente a falta de substâncias minerais.
     Quando tal acontece, a fêmea apresenta-se agachada num canto do aviário com as penas eriçadas e fazendo pequenos movimentos com o corpo, como se tentasse em vão expulsar o ovo.
     A melhor forma de a auxiliar é mudá-la para um ambiente aquecido, pegando nela com todo o cuidado e depois segurando-a por cima de uma cafeteira com água a ferver, de modo a que o vapor de água atinja toda a parte inferior do corpo. Normalmente, produz-se uma dilatação da cloaca e a ave chega a pôr o ovo naquele mesmo instante na nossa mão.
     Nos casos mais graves, é necessário colocar uma gota de azeite com o auxílio de um conta-gotas no interior da cloaca, ao mesmo tempo que se efetua a mudança da ave para um ambiente húmido e ligeiramente aquecido.

  Os ninhos das aves têm formas extraordinariamente variadas. Tanto podem ser pequenas saliências de saliva que se colam às paredes das grutas, longos túneis que ocupam muitos metros de solo, como, no caso de algumas águias, pilhas maciças de ramos que pesam mais do que um automóvel. Mas os familiares são, sem dúvida, os ninhos em forma de taça funda, feitos por aves de regiões arborizadas, sebes e quintas. Apesar da sua semelhança quanto à forma, os pequenos pormenores destes ninhos identificam as suas obreiras com tanto rigor como se de uma impressão digital se tratasse.

Teias de aranha como alicerce

Para fazer o seu ninho, um tentilhão estende primeiro fios de teia de aranha em redor de um grupo de ramos bifurcados. Estes constituem o suporte do ninho. Depois de se certificar de que a estrutura está firme, a ave constrói a taça com musgo, líquenes e fibras vegetais, revestindo-a depois com penas e pelos. A recolha destes materiais de construção é uma tarefa árdua. Se por qualquer motivo o tentilhão resolve achar o seu ninho pouco seguro, transporta os materiais do ninho para um novo local, para evitar trabalho extra.

Penas em segunda mão

As penas são uma parte importante de muitos ninhos. Aves canoras como rabirruivo, cujo ninho está aqui representado, recolhem penas que outras aves deixaram cair, enquanto aves aquáticas e pernaltas recorrem às suas próprias penas. Algumas aves pequenas, como os pardais, melhoram o abastecimento natural, puxando penas do dorso de aves maiores.

Obra-prima em lama

Muitas aves que fazem o ninho em forma de taça utilizam lama como material de construção, mas em muitos casos ela é aplicada em camada logo abaixo do revestimento final de penas, pelos ou palhas. O tordo comum é um caso raro, porque utiliza a lama como único revestimento. A ave constrói uma parte exterior sólida com tronquinhos e palha e depois espalha o revestimento semilíquido no interior. Embora a lama constitua a maior parte da mistura, esta também contém saliva e esterco de animais. Uma vez aplicado, o revestimento endurece. Mesmo depois de as aves terem abandonado o ninho, ele pode resistir à chuva durante muitos meses.

OBSERVAÇÃO DAS AVES

Só na Europa, incluindo as migradoras anuais, existem provavelmente cerca de 600 espécies de aves. Um observador de aves experiente pode reconhecer qualquer delas apenas pela sua silhueta à distância ou por uns segundos de canto. Esta capacidade pode parecer desconcertante, mas ela é apenas o resultado de cuidadosa observação da forma e cor das aves e também do seu comportamento.

A ideia de aprender a procurar e identificar aves na natureza parece assustadora, mas logo que o comece a fazer, talvez com alguém que conheça as aves da região, as suas capacidades irão desenvolver-se com rapidez. Muito em breve, se habituará a reparar, atentamente, nas suas silhuetas e cores, e a observar o que fazem. O tipo de região onde se encontra uma ave, sua localização e qualquer chamamento ou canto que emita, tudo constitui pistas úteis.

Equipamento de desenho

Não é preciso ser-se artista para desenhar aves. Com lápis de cor desenham-se pormenores, em vez de escrever notas extensas.

Binóculo

A observação rigorosa das aves é quase impossível sem um bom binóculo. Mas bom não significa que tenha de ser muito potente. Para observar as aves, os binóculos devem ser leves, proporcionar uma razoável ampliação e um amplo campo de visão. Binóculos pesados são incómodos e se aumentam mais do que dez vezes o campo de visão torna-se estreito e a imagem trémula – o que pode tornar difícil a localização das aves em movimento. Os binóculos são classificados pelo diâmetro das lentes da objetiva e pela ampliação. Uma das melhores combinações de tamanho de lentes e ampliação para observar aves é a de 8X30.

Máquina fotográfica

Uma máquina reflex de 35mm é ideal para fotografar aves, porque a imagem pode ser vista exatamente através do visor. Fotografar espécies selvagens, especialmente em voo, é difícil. Devemos praticar com aves de jardim aproximando-nos delas, focando rapidamente e estabilizando a máquina antes de partirmos para trabalho de campo.

Teleobjetivas

Para fotografar aves pequenas, precisará de lentes muito potentes (por exemplo, com 200mm de distância focal, ou mais) e de um tripé, se pretender resultados melhores.

Esconderijos

As aves são rápidas a detetar movimentos mas ignoram os objetos estáticos por muito estranhos que estes nos pareçam ser. Mesmo em campo aberto as aves aceitam esconderijos como um acontecimento natural e aproximam-se deles sem receio.

Apontamentos

Os guias são essenciais para a identificação das aves, mas a manutenção de um livro de notas é a melhor maneira de treinar a vista para observar as principais características destes animais. Esboços da plumagem, dos padrões de voo e notas acerca do respetivo comportamento serão da maior utilidade para aprofundar os conhecimentos do observador.

Outras informações:

– Quando se observam aves, deve evitar-se sempre perturbá-las e convém tomar o maior cuidado ao observar e fotografar aves com crias.

– Lembre-se de que as aves são sensíveis à perturbação, sendo capazes de rejeitar as posturas atrasando a reprodução durante um ano inteiro. Nada se deverá fazer que as assuste ou altere o meio nas cercanias do ninho.

– Para guardar penas, utilize sacos de papel ou plástico, para evitar que as penas se estraguem.

– Pode utilizar uma régua, para o caso de querer medir algumas penas.

– Para chegar perto das aves selvagens, requer-se perícia e paciência.

– Irá precisar também de uma lupa (com a ajuda da pinça), para estudar bolas de regurgitação.

– Utilize uma pinça para pegar em ossos. Deverá ser de plástico, pois são menos suscetíveis de estragar ossos delicados do que as metálicas.

AVES DE CAPOEIRA

     Designam-se por aves de capoeira as espécies ornitológicas que foram amansadas pelo homem e se conservaram como animais domésticos, com vista ao aproveitamento da carne, dos ovos ou das penas. As mais importantes são as galinhas, os perus, os gansos e os patos, se bem que outras, como os faisões, as galinhas-da-índia, os pavões, os cisnes, os pombos e as rolas, criadas em certas regiões como animais domésticos, se incluam também nas aves de capoeira.

     A criação de galinhas toma em geral o aspecto de urna actividade marginal da agricultura; a avicultura industrial em grande escala, no entanto, ganha cada vez mais terreno. Nota-se particularmente este facto na criação de galinhas para carne.

As raças de galinhas podem dividir-se em leves, médias e pesadas. Nas raças leves encontra-se incluída a Leghorn Branca, uma das mais espalhadas no nosso país, tanto nas pequenas criações como nos galinheiros industriais. Trata-se, de facto, de uma raça boa poedeira, na qual as galinhas pesam 1,7kg a 2kg e os galos 2,5kg a 3kg. Para a produção de capões (que atingem, quando muito, 0,5kg a 0,6kg de peso limpo às 8 semanas, depenados mas com cabeça e patas) cruza-se aquela raça com outra mais robusta.

Leghorn Castanha só se distingue da branca pela cor. Entre as raças médias e as raças pesadas mais vulgares encontram-se a Rhode lsland Vermelha, de corpo retangular, boa aptidão poedeira, razoável revestimento de carne e ovos de casca acastanhada, com 2,7kg a 3kg de peso nas galinhas e 3,5kg a 3,8kg nos galos; a New Hampshire, nova raça americana castanha, aparentada com aquela, mas nitidamente melhor poedeira e com boa qualidade de carne; a Light Sussex, boa poedeira, de crescimento rápido e com carne de boa qualidade, pesando a galinha 2,9kg e o galo 3,8kg; a Barnevelder, nova raça holandesa, apta tanto para a produção de ovos como de carne, com 2,8kg na galinha e 3,5kg no galo; e a Plymouth Rock, raça também americana, igualmente boa poedeira e produtora de carne (galinhas, 3kg a 3,3kg; galos, 4,5kg). Por meio de vários cruzamentos, conseguiram-se raças nas quais o sexo já se pode distinguir nos pintos do dia, pela cor da plumagem; é o que sucede com a Leghor, obtida a partir do cruzamento da Leghorn Castanha e da Plymouth Rock Pedrês.

Existem também galinhas ornamentais de raças anãs, conhecidas em Portugal pelo nome vernáculo de cocós e designadas em muitas línguas por raças bantans – por se afirmar que as primeiras destas galinhas, de baixa estatura, que vieram para a Europa, provinham da cidade marítima de Bantam, em Java. O peso máximo das raças bantans não ultrapassa, na Europa, 600g nos galos e 500g nas galinhas. A Bantam Preta e a galinha Sedosa são exemplos de raças anãs. No Japão registamos em particular a raça Fénix, em que o galo tem uma cauda extraordinariamente comprida.

Os perus são originários da América do Norte, onde ainda existem em estado silvícola.

O peru-bronzeado é o mais vulgar entre nós. Os perus novos têm à matança 7kg a 8kg, e as peruas, 5kg a 6kg. Os machos em pleno desenvolvimento atingem 16kg.

O peru-branco é mais pequeno do que o peru-bronzeado, mas tem uma carne de melhor qualidade. A maior parte dos gansos da Europa derivam do ganso-pardo – o qual é mais pequeno e tem o corpo mais adelgaçado e as patas e asas mais compridas do que o ganso doméstico.

O ganso-da-escânia é branco e pardo e cresce bastante rapidamente; o macho bem desenvolvido pesa 8kg, e a fêmea, 6kg.

O ganso-de-tolosa assemelha-se na cor ao ganso-pardo; tem, no entanto, as patas mais curtas e o corpo tão robusto que quase se arrasta pelo chão.

O ganso-de-emden é completamente branco, parecendo-se na sua conformação com o ganso-de-tolosa. Os patos criam-se entre nós quase exclusivamente para a produção de carne.

O pato-de-pequim é branco, apenas com um toque de amarelo-creme. Considera-se esta raça a melhor para a criação de patos precoces destinados ao talho. Um pato crescido pesa 4kg, e uma pata, 3,6kg. A postura atinge 100 ovos por ano.

O pato-de-aylesburgo, branco, sem vestígio de amarelo e de crescimento bastante precoce, dá o melhor produto de todas as raças para talho.

O pato-de-ruão, a raça europeia mais antiga, tem a mesma cor do pato-bravo e não se desenvolve tanto como as raças precedentes.

A galinha-da-índia pertence a uma família aproximada da do faisão. Destina-se particularmente ao aproveitamento da carne e atinge aos 4 meses um peso médio de cerca de 1kg.

    A avifauna das regiões tropicais impressiona principalmente, não só pela vivacidade das cores (ex: araras e beija-flores), como pela variedade dos padrões (ex: pavão, periquitos, etc.), e ainda também, em muitos casos, pela sua bizarra morfologia (ex: tucanos, calaus, aves-do-paraíso, quivi ou aptérix, etc.).
     Algumas espécies são gigantes, como o casuar e o avestruz. Muitas aves que se alimentam de néctar (ex: beija-flores) ou de pólen (ex: certos periquitos), e cuja língua está correspondentemente adaptada, vivem enfeudadas a certas plantas ornitófilas, de cores berrantes, que assim as atraem.
     Estas aves desempenham importantíssimo papel na polinização.

EXEMPLOS DE AVES TROPICAIS

· As aves provavelmente evoluíram dos dinossauros.


· Os fósseis de ave são raros porque são ocos e frágeis, mas no jurássico foram achados alguns de: Cretaceous, Eocene e Miocene-Pliocene.

 · O Archaeopteryx é o fóssil de ave conhecido, mais velho, agora extinto. Data de aproximadamente 150 milhões de anos atrás, durante o período jurássico. Embora Archaeopteryx tivesse penas e pudesse voar, teve semelhanças com dinossauros e inclui os seus dentes, crânio, e certas estruturas ósseas.

· Em 1868, Thomas Henry Huxley interpretou o fóssil de Archaeopteryx como um pássaro que tem muitas características répteis. Junto com Compsognathus, um pássaro de grande tamanho e pássaro do género dinossauro, discutiu Huxley que as aves descendiam de répteis e de antepassados comuns. Décadas depois desfizeram-se as ideias de Huxley, e só foram reconsideradas passado um século (depois de muita pesquisa) nos anos 70.


· Muitas aves ficaram extintas por causa de competição para habitat e comida, por predadores, por exposição a substâncias químicas prejudiciais, etc. As aves em geral, estiveram em declínio gradual desde há um milhão e meio de anos.

ARCHAEOPTERYX

      Archaeopteryx (significa “asa antiga”) é um pássaro pré-histórico muito velho que data do período jurássico, aproximadamente 150 milhões de anos atrás. Teve dentes, penas, três garras em cada asa, um esterno plano (esterno), e um rabo longo, ósseo.


DIATRYMA

      Diatryma tinha tamanho humano, fortemente constituído, ave voadora que data de há 38 milhões a 2 milhões de anos atrás). Estas aves tinham pernas altas e espessas, com aproximadamente 2,1m, asas minúsculas, bicos enormes e poderosos numa grande cabeça. Provavelmente eram carnívoros (embora haja alguma controvérsia sobre isto) e talvez os maiores predadores. O Cladosictis, mamífero pequeno, rápido e carnívoro, pode ter contribuído para extinção desta ave, comendo os seus ovos e crias.


DINORNIS

      A maior ave que sempre viveu. Está extinta, mas viveu em Nova Zelândia até perto do ano 1800.


EOALULAVIS

      Eoalulavis foi a ave que teve controle de voo extra, até mesmo a baixas velocidades (este controle de voo extra, era obtido de um conjunto de penas no dedo polegar chamado o álula – que também servia para partidas e aterragens). Foram achados fósseis em Espanha.


HESPORNIS

      Hespornis (significa “ave ocidental”) foi uma ave que viveu durante o recente período de Cretaceous. Esta ave mergulhadora tinha aproximadamente 1m de comprimento e tinha pés palmados, um bico longo, dentado e pernas fortes. Embora não pudesse voar, provavelmente comia peixe. Foram achados fósseis na América Norte.


IBEROMESORNIS

      Iberomesornis (significa “ave Iberian=Espanhola intermediária”) era uma ave pequena, dentada que viveu durante o período inicial de Cretaceous. Tinha capacidade de voo. Teve dentes minúsculos e pontiagudos no bico e tinha tamanho de um pardal. Iberomesornis foi nomeado por paleontólogos Sanz e Bonaparte em 1992. Foram achados fósseis em Espanha.


ICHTHYORNIS

      Ichthyornis (significa “ave peixe”) tinha 20cm de comprimento, era dentada, extinta que data do recente período de Cretaceous. Tinha uma cabeça e bico grandes. Viveu em bandos perto da costa, e caçou peixe nos mares. Ichthyornis foi achado originalmente em 1872 no Kansas, E.U.A. Foram achados fósseis no Kansas e Texas, E.U.A. e em Alberta, Canadá. (Subdivisão de classe Odontornithes, Ordem Ichthyornithiformes)


MONONYKUS

      Mononykus (significa “única garra”) era um pequeno, comedor de insetos, do recente período de Cretaceous, aproximadamente há 72 milhões de anos atrás. Mononykus era ou um pássaro tipo dinossauro (um theropod avançado) ou um pássaro primitivo; tinha qualidades de ambos os grupos de animais, braços pequenos com um dedo longo e espesso em cada mão (de onde deriva o seu nome), pernas longas e um rabo longo. Mononykus tinha aproximadamente 70 cm de comprimento. Foi encontrado um fóssil na SW Mongólia em 1923 (e originalmente chamado de Mononychus).


PATAGONYKUS

      Patagonykus era um comedor de carne, constituído com um único, dedo-garra em cada mão. Tinha aproximadamente 2 m. Teve pernas longas, um rabo longo e braços pequenos. Patagonykus viveu durante o recente período de Cretaceous, aproximadamente 90 milhões de anos atrás. Patagonykus ou era um pássaro-como dinossauro (um theropod avançado) ou um pássaro primitivo; tinha qualidades de ambos os grupos de animais. Era semelhante a Mononykus. Foram achados fósseis em Patagonia, uma região de Argentina meridional.


PHORORHACOS

      Phororhacos é um género de ave extinta há muito tempo que tinha aproximadamente 1,5m. Teve pernas longas, robustas, asas pequenas, um crânio grande, um corpo grande e pesado e um bico grande. Este carnívoro pode ter comido mamíferos pequenos e pode tê-los matado provavelmente com seu bico e pernas. Era parecido com a avestruz mas com uma cabeça maior. Viveu durante a época de Oligocene, aproximadamente 30 milhões de anos atrás. Foram achados fósseis em Patagónia, América do Sul. (Subclasse Neornithes, Ordem Gruiformes).


PROTOAVIS

      Protoavis (significa “primeira ave”), extinto desde o recente período de Triassic (80 milhões de anos antes de Archaeopteryx). Também teve um rabo, como os dinossauros, pernas traseiras, e ossos ocos. Há algumas dúvidas se este animal era um pássaro ou um dinossauro. Foram achados fósseis em Texas, E.U.A.


TERATORNIS

      Teratornis (significa “pássaro monstruoso”) era parecido com um Condor. Este gigante, predador extinto tinha uma largura de cerca de 7,6 m de asas abertas. Este carnívoro (comedor de carne) data da época de Pleistocene, aproximadamente 1,8 milhões de anos atrás. Classificação: Classe Aves, Ordem: Ciconiformes, Família: Teratornithidae (teratornis), Gênero: Teratornis.


        
Dodo

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